sexta-feira, junho 10, 2005

Compras

No outro dia fui às compras, e, quando saía da loja de uma conhecida marca de roupa( vou só fazer uma pausa para me poderem chamar todo o tipo de nomes a que esta informação está inerente: capitalista;presunçoso... ), depois de ter pago as peças que escolhi, eis que me apressei a alcançar o saco com as respectivas compras. Mas foi aí que começou o meu problemas. A, até ali simpática funcionária, alcançou primeiro o meu saco e não mo devolveu. Ao princípio pensei que era apenas mais uma vítima do meu charme, e que apenas estava a meter-se comigo, porém, quando mesmo depois de lhe dar o meu número e prometer-lhe que a levava a comer um coirato, e a beber uma mini, ela continuou a não me conceder o saco ( carregando até uma expressão esquesita, quando lhe dei o meu número e lhe falei de do coirato, dando ares de alguma comiseração, mas que eu tenho a certeza que era apenas a tímidez dela a falar mais alto). O mais estranho é que apesar de se mostrar relutante, no que toca a conceder-me o saco, mantinha aquela aúrea de geiza, demostrando prestabílidade para toda e qualquer fantasia a que nos quísessemos propôr. Foi então que vi uma senhora, que depois de pagar se dirigiu rapidamente á porta, nem sequer esboçando quaquer tentativa de levar consigo o seu enorme saco de compras, e aí eu pensei: Tu queres ver que já é tão habitual este tipo de procedimentos, que as pessoas que aqui vem habitualmente, já se sentem conformados, e nem sequer retaliam?? Era tipo uma lotaria, do estilo: apenas uns quantos clientes com os números sorteados, tinham direito a levar as compras que efectuaram. Já estava a imaginar a cena, o empregado a comentar:
- Eh páh!! Que azar Sôra Dona Zulmira!! O seu número é o 425!!!!E, um dos números sorteados é o 426!!!Que pena. Foi a vez que esteve mais perto de levar alguma coisa da nossa loja para casa!!! Fica para a próxima!!! - mas também depois analisei bem a situação, e, era de todo improvável que este tipo de diálogo acontecesse por dois motivos: O primeiro não acredito que alguém consiga juntar na mesma palavra as palavras Sôra Dona Zulmira na mesma frase sem que lhe venha os gômitos á boca; e segunda até porque se algum dos outros clientes ouvissem que o próximo cliente poderia levar as compras para casa, disponibilzariam-se a matar para conseguir ser o tão almejado cliente. Com isto tudo perdi-me... tava a falar do quê? Ah, certo da boa noticía que recebemos do nosso governo, quando anunciaram que a função pública se ia reformar mais tarde, agora sim é que os serviços públicos iam começar a ser efica... Eh páh!!Não era nada disto, que eu estava a falar, era da Sacc... quer dizer da loja de uma marca conhecida de roupa. Peço desculpa, eu bem me parecia que não devia ter comprado aquele xanax na tasca do Ti Manél. Mas continuando, depois de visulizar no meu consciente, o anterior diálogo, reparei que o empregado que atendera a senhora em questão (que depois vi que afinal não era uma mulher mas um indíviduo que deve exercer a profissão de cabeleireiro) a transportar o saco até à porta entregando-o ao respectivo dono/a. Foi então que percebi, que afinal aquela menina não queria ser o meu corcel privado mas apenas, me transportar o saco até á saida para meu respectivo conforto. O que eu até compreendo, se são essas as suas ordens. Mas aquele ar de submissão era desnecessário... Gostava de saber o que aconteceria se um desses funcionários, por um motivo qualquer não podesse acompanhar o seu cliente á porta, o que aconteceria? Telefonava para o serviço de acompanhantes, ou já precavidos, têm suplentes no caso de algum empregado falecer durante uma luta com um cliente que se recusava a dirigir á porta de saída sem as roupas que acabar de comprar? É uma pergunta pertinente que fica no ar...